AS MEDIDAS DO GOVERNO E O ESTATUTO DA CONDIÇÃO MILITAR

ENCONTRO DE MILITARES

 

As medidas anunciadas pelo Governo para toda a Administração Pública - e que já foram alvo de Resoluções do Conselho de Ministros e de iniciativas legislativas – também atingem os militares.

Com elas são postos em causa os escassos direitos que constituem contrapartidas ao vastíssimo leque de restrições e obrigações que sobre nós impendem (sem paralelo nos restantes corpos especiais), uns e outras estabelecidos no estatuto da condição militar.

Ora, os militares, que reconhecem as dificuldades que atravessamos, não têm qualquer culpa do estado a que chegou a nossa economia, esse sim a verdadeira origem dos problemas com que Portugal se defronta e não, como se pretende passar para a opinião pública, os chamados “privilégios”.

É reconhecido publicamente, até, que, nas últimas duas décadas, enquanto diversos grupos profissionais e titulares de cargos públicos viram largamente melhorado o seu estatuto, os militares estiveram sujeitos à degradação reiterada das suas condições socio-profissionais, o que passou inclusivamente pelo incumprimento da lei, negando-lhes retribuições legítimas, mesmo contra o parecer da Procuradoria-Geral da República.

 Acrescente-se que estas e outras questões configuram uma clara violação do estatuto da condição militar, conforme ficou bem expresso na maior Petição Colectiva de militares à Assembleia da República na história do país, expondo situações que mantêm aliás toda a actualidade, corroendo as próprias bases do Estado de Direito.

Para além do que resulta evidente das propostas de lei de carácter genérico para toda a Administração Pública, persiste, por outro lado, uma grande indefinição sobre as reais consequências das medidas no estatuto da condição militar, o que indicia um grave alheamento dos danos não negligenciáveis que isso vem provocando numa Instituição que se quer coesa e motivada.

Instituição que – e os militares têm plena consciência disso! – constitui uma das raras referências éticas para a sociedade no deserto de Valores em que a transformaram.

Por todas estas razões, impõe-se que nos informemos e que reflictamos.

Assim, as direcções da ANS, da AOFA e da APA, interpretando o sentir dos seus associados,
decidiram organizar um

ENCONTRO DE MILITARES

14 de Julho de 2005, pelas 21H00

Pavilhão Municipal de Desportos do Concelho de Almada

(Situado no Feijó)

AS  ANS, AOFA E APA

 

 ANS – Associação Nacional de Sargentos – R. Barão de Sabrosa, 57 – 2º - 1900-088 Lisboa
Tel: 21 815 49 66
· Fax: 21 815 4958  · E-mail: geral@ans.pt

AOFA – Associação de Oficiais das Forças Armadas – – R. Infanta Dona Santa Isabel  - 2780 Oeiras
Tel: 21 44177 44
· Fax 21 440 68 02 · E-Mail: aofa@sapo.pt

 APA – Associação de Praças da Armada – Zona 2-A da Ameixoeira, Lote 12 – Loja B - 1750 Lisboa
Tel: 21 755 29 39
· Fax: 21 755 29 39 · E-Mail: geral@apracas.pt