AS MEDIDAS DO GOVERNO E OS MILITARES

COMUNICADO

(2005JUL01)

 

1.        As associações profissionais de militares reuniram-se hoje para análise da situação decorrente das medidas anunciadas pelo Governo para toda a Administração Pública e das correspondentes diligências e acções por si desenvolvidas ou a desenvolver.

2.       Os militares integram um corpo especial sujeito a um leque vastíssimo de restrições e obrigações – sem paralelo na sociedade que servem - a que, devido a isso, se encontram associados alguns direitos, infelizmente nem sempre respeitados, uns e outros claramente definidos no estatuto da condição militar.

3.       Não aceitam, por essa razão, ver esses direitos, dissociados das limitações e deveres que os tornam uma consequência natural numa sociedade democrática, tratados como ”privilégios” pelo Governo.

4.       E muito menos compreendem que esse mesmo Governo não entenda os danos terríveis que a indefinição dos eventuais reflexos nos militares das medidas anunciadas causa no capital mais precioso das Forças Armadas: o moral e a coesão dos que nelas servem.

5.      Os apelos à tranquilidade mais não fazem do que reforçar a intranquilidade, uma vez que a experiência que vêm vivendo nos últimos anos faz com que, entre os militares, reine a desconfiança.

6.       Até agora, o Governo não resolveu um só que fosse dos problemas com que se defrontam oficiais, sargentos e praças, e acrescentou fortes e fartos motivos de preocupação àqueles que já existiam.

7.       As associações de militares, realçando a preocupação pela gravidade da situação que o País atravessa e interpretando os anseios dos militares, decidiram:

-Manter as reuniões conjuntas para acompanhar o desenvolvimento da situação;

-Promover um Encontro de Militares na área metropolitana de Lisboa para o próximo dia 14 de Julho.

 

As ANS, AOFA e APA