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Comunicado 05/03 2003 - Julho - 23
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No passado dia 17 de Julho tivemos uma audiência com o Sr. Almirante S.S.P., da qual saímos de algum modo decepcionados, pelo facto de serem altas e de grande relevância as expectativas em torno do que haveria para ouvir, esperando algo mais, para além da informação de que uma das mais abrangentes propostas apresentadas por esta direcção estaria em apreciação no Estado-Maior da Armada. Perante toda esta confrontação, e impossibilitados de transmitir algo de concreto à classe, não sabemos até que ponto e por quanto tempo mais poderemos segurar a “amarração” sabendo que é nossa obrigação estar sempre com a classe, apoiando-a naquilo que nos parece legítimo e compreendendo-a embora discordando na tomada de atitudes menos correctas. Por outro lado temos a responsabilidade de preservar a própria Associação, todo o movimento associativo que daí advém e ainda o inerente espaço reservado ao desfiar de opiniões dos Associados. Apesar de também nós, e com alguma frequência, fazermos as nossas pausas para alinhavar ideias. Acreditamos que o tempo do “Tudo o que sai do esquema e não corresponda às regras do jogo é contraproducente” é passado, e que o tempo do “Escutar o que os outros têm para dizer é uma actividade muito interessante e a que todos se devem dedicar ” é presente. Por vezes, numa ou outra ideia solta, num saber, numa memória, numa experiência e até mesmo numa emoção podemos beber algo muito útil e/ou interessante, desde que tenhamos o privilégio de ouvirmos outros a falar. Como responsáveis directos dos destinos da Associação de Praças da Armada, esta direcção tem falado claro em todas as frentes. A nossa postura, comportamento e conduta, tem sido em nosso entender a mais correcta, quer nos encontros a nível institucional, quer no terreno e na acção para com os nossos associados. Neste ponto específico temos sido alvo de algumas críticas, que tendem a crescer, a par das expectativas criadas em torno de algumas questões mais preocupantes e abrangentes. Em determinados momentos, inclusive em alguns encontros dos associados em órgãos oficiais e representativos da Associação, esta Direcção tem de algum modo demovido a pretensão de alguns associados apresentarem à votação, determinadas propostas demonstrativas de um crescente grau de insatisfação que se vem instalando dentro da classe, simplesmente por as considerar menos adequadas e nada dignificantes para a imagem militar. Ao mesmo tempo, temos evitado a imprensa, sobre as questões que no nosso entender podem causar alguma fricção ou mal entendido no seio da Tutela, demarcando-nos assim de qualquer posição e/ou protagonismo. A constatação de certos factos, não nos demoverá de continuar com a conduta de que nos revestimos, porque continuamos a acreditar que é possível alcançar os objectivos a que nos propusemos. Assim a Direcção decidiu levar ao conhecimento dos grupos parlamentares, e à comissão de defesa nacional as questões que considera mais prementes, na tentativa de pelo relacionamento institucional, o qual tem um papel determinante em nosso entender, as impregnar de maior celeridade e atenção.
Com determinação
Lisboa, 23 de Julho de 2003
A Direcção
Associação
de Praças da Armada - APA Trav. do Cego, nº 1A – 1200-103 Lisboa Tel. 213 900 744 . Fax. 213 900 744 E-Mail: direccao@apracas.pt
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