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Comunicado 07/02 2002 – Julho - 09
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Camaradas
A
Direcção da Associação de Praças da Armada, foi mandatada pela Classe que
representa após a realização de eleições e respectiva tomada de posse,
objectivamente para levar ao conhecimento das várias instituições, chefias e
tutela, os problemas e preocupações que no entender da mesma, mais afectam
este leque de Militares. Paralelamente, o método a utilizar na transmissão
destas mensagens, pautar-se-ia privilegiando
a via do diálogo, do respeito pelas Chefias e Instituições de um modo responsável
e objectivo, oferecendo a nossa colaboração sempre que solicitados e pondo de
lado qualquer contributo que pudesse gerar algum ambiente hostil. Foi precisamente este princípio, que deixamos
registado ao Sr. Secretário de Estado da Defesa na audiência que nos concedeu
no dia 12 de Junho. Tivemos oportunidade no último comunicado, de em
breves linhas transmitir à classe o conteúdo dos assuntos abordados, dando
natural relevância ao sistema retributivo (equiparação com a GNR ) por ser o
assunto com maior probabilidade de ser resolvido, e sobre o qual recaía a
promessa do Sr. Ministro da Defesa na intenção da resolução do mesmo.
Referimos igualmente o modo como decorreu esta audiência, salientando a convicção
do Sr. Secretário de Estado, na promessa de que a equiparação com a GNR
relativamente à nossa Classe seria uma realidade, independentemente do posto,
isto é: Os Cabos e 1º Marinheiros veriam os seus escalões, com os mesmos índices
( na totalidade da percentagem) que os Cabos ou soldados da GNR. Infelizmente não nos foi concedido nenhum projecto
de Dec.Lei, que nos garantisse essa intenção, nem na audiência do dia 12 de
junho nem mesmo na do dia 25, ao contrário do que seria de esperar,
interpretando-o naturalmente como tratamento desigual comparativamente com
outras Associações, e na prática de algum modo, como uma negação à nossa
existência e ao reconhecimento da própria APA, facto que nos levou a
referenciar e a mostrar algum desagrado no decorrer das audiências. Foi também com alguma surpresa, que deparamos com
estas atitudes, até porque tudo fazia prever o contrário, a acreditar nas
palavras do Sr. Secretário de Estado
sobre ser intenção da Tutela em começar um maior e melhor relacionamento com
todas as Associações. Não
tivemos oportunidade sequer, de opinar-mos sobre qualquer proposta ou projecto
de Dec-Lei relativo a este assunto, nem possibilidade de conhecer o seu conteúdo,
facto que consideramos negativo e pouco ético, e foi com sinais de alarmismo
que nos chega a informação sobre um projecto de Dec.Lei, já do conhecimento
de variadíssimas pessoas, e cujo conteúdo nos deixa perplexos com a seriedade
da apresentação do mesmo. Tudo aquilo que nos haviam prometido, caía agora num vazio de consciência. Há
efectivamente, e não é só de agora, a enorme tendência da caneta, em
molestar constantemente a mesma categoria de Militares. Aqui não falamos só na equiparação, mas também
no faseamento e retroactividade, existe efectivamente uma distinta contemplação
divisionista, fazendo lembrar o processamento resultante do decreto-lei Nº328/99,
mais uma vez, deveres iguais, direitos diferentes. A APA, existe para representar a classe no seu todo e
não concorda com esta medida pouco democrática, que afecta toda a classe, mas
recai sobretudo num faixa de Militares, que estão enjoados de tanta penalização. Não ficamos parados, e solicitamos já uma reunião
com carácter de urgência com o Sr. Secretário de Estado a fim de abordar esta
situação e esclarecer o problema. Esperamos sinceramente ser recebidos e que
conscientemente se reponha a justiça desta medida, servindo também para o bom
funcionamento das instituições e seu relacionamento. Teremos obrigatoriamente que questionar a nossa
estratégia? O método utilizado, como explicamos no início do comunicado estará
errado? Ou talvez não seja o melhor? Não ficaremos reféns de qualquer condicionalismo,
lutaremos pela reposição da justiça e da dignidade. A Tua força
será a nossa força.
Direcção
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