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Comunicado n.º 06/01
O Orçamento de Estado e as Forças Armadas |
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Camaradas Embora um pouco tardiamente abordamos aqui o Orçamento de Estado e as suas reflexões directas ou indirectas na área da Defesa Nacional e especificamente da Marinha. Este Orçamento traduz como é obvio a política direccionada pelo governo actual, nele estão contidas as consequências para os vários interesses em presença. Sem aprofundar, entende a Associação de Praças, manifestar as suas enormes preocupações face a este orçamento. A área da Defesa Nacional é mais uma vez penalizada, e nesta, a Marinha sofre por arrastamento penalizações gravíssimas. Neste quadro, todas as preocupações e constrangimentos que se têm feito sentir ao nível da operacionalidade e funcionamento terão tendência para se agravar, não sendo necessário ser especialista em recursos humanos, financeiros ou materiais, para facilmente chegar a esta conclusão. Por outro lado aquelas que têm sido as justas reivindicações dos militares nomeadamente, das Praças da Armada, têm com este orçamento um sinal negativo par asa suas resoluções. A Associação considera inadmissível que nenhuma medida tivesse sido tomada no que respeita aos problemas dos vencimentos, provocando um agravamento da degradação salarial mantendo-se o panorama actual. É de realçar ainda que nada justifica, nem credibiliza as Forças Armadas a persistência de situações de não cumprimento do legalmente estabelecido no que respeita aos militares em regime de contrato. Estamos solidários para com os nossos camaradas que se encontram nesta situação, não compreendemos a atitude da Marinha para com estes profissionais. Noutro plano a Associação não pode deixar de chamar à atenção para os milhões de contos que se encontram em divida para com a Marinha, sendo injusto que os ramos avancem financeiramente verbas das quais tardiamente serão ressarcidos. Não pomos em causa alguns sinais de falta de paciência demonstrada por um grande numero de camaradas, compreendemos como natural este estado de espirito. Esta classe que tem demostrado ao longo dos anos grandes sinais de maturidade, vacila agora ao assistir à degradação das suas condições materiais, sociais e profissionais. A Associação de Praças – APA – está atenta ao evoluir da situação e apela às Praças da Armada que reforcem a sua unidade em torno da Associação. A APA em estreita ligação com a classe, tomará, no momento adequado as iniciativas que considere mais justas. Às Praças apelamos à coesão e firmeza. SAUDAÇÕES ASSOCIATIVAS Lisboa, 28 de Novembro de 2001 A DIRECÇÃO
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